quinta-feira, 7 de abril de 2011

NO CAFÉ

Entrei no café
e entristeci


Um ser humano
destratava outro
seu irmão


A bebida
tinha-o
consumido
e as suas veias
haviam distendido
a tal ponto de
maltratar 
o seu semelhante

Senti-me
arrasada

 
Lamentei
o maltratado
mas também
o que maltratava


Não era ele
que falava

O excesso
de bebida
que consumira
impedia-o agora
de raciocinar 
com clareza


Apenas o corpo 
continuava 
a ser o seu

Chamaram 
a polícia

Senti-me
por momentos
na pele do 
mais fraco

Não aguentaria
ficar por ali

Parti


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