sexta-feira, 15 de abril de 2011

LÁ NA MINHA TERRA



Lá na minha terra
os cavalos andavam à solta
os rebanhos não tinham pastor
nem cão que os guardasse
as portas não se fechavam
e os portões escancaravam


Os risos das meninas
partiam para outros corações
e os olhares das jovens casadoiras
prenunciavam belos romances de amor


Lá na minha terra
o pão chegava para todos
a mesa farta era palco de todos
as mãos juntavam-se em concha
para receber aquele pedaço de terra
quais sementes do amor


Os meninos brincavam ao pião
rodando o seu coração em ternura
as mães cresciam de beleza no peito
sonhando com o amor perfeito


Lá na minha terra
as manhãs cresciam
as tardes duravam
e as noites cansavam

Sem comentários:

Enviar um comentário