Lá na minha terra
os cavalos andavam à solta
os rebanhos não tinham pastor
nem cão que os guardasse
as portas não se fechavam
e os portões escancaravam
Os risos das meninas
partiam para outros corações
e os olhares das jovens casadoiras
prenunciavam belos romances de amor
Lá na minha terra
o pão chegava para todos
a mesa farta era palco de todos
as mãos juntavam-se em concha
para receber aquele pedaço de terra
quais sementes do amor
Os meninos brincavam ao pião
rodando o seu coração em ternura
as mães cresciam de beleza no peito
sonhando com o amor perfeito
Lá na minha terra
as manhãs cresciam
as tardes duravam
e as noites cansavam

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