O rodado do carro
deslizava com lentidão
pela estrada ladeada
de sobreiros
A sua copa
quebrava o chão
molhado pelo orvalho
da manhã
A neblina matinal
escondia o tímido sol
que despontava
no horizonte
plano
abandonado
daquela terra
que outrora
fora minha
Estava só
Regressava
ao ponto
de partida
sem ti
Apenas o cheiro
insistente a verde
me acordava
daquele torpor
pleno de dor
A lembrança
das tuas palavras doces
que enfeitavam
as minhas noites
de insónia
surgiam diante
do caminho
Nada mais restava
Nem as noites
nem tão pouco
as palavras
Apenas
em mim
se entranhou
a lonjura do
caminho
agora
desavindo

Belo, belo......
ResponderEliminarQue bom que gostaste!
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