Peguei na tua voz
meti-a no bolso direito
No esquerdo roubei-te
o olhar e guardei-o
Já sem bolsos
fui comprar uma mala
para o teu corpo
e o teu calor
abrigar
Esperei que surgisse
o vento
Mal o senti
a fustigar-me a cara
abri os bolsos
escancarei a mala
deixei sair
a voz
o olhar
o corpo
o calor
e por fim
o toque
que tinha
escondido
no meu peito
Naquele
redemoinho
de emoções
construí-te
de novo
e a poesia
nasceu
em mim
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