sexta-feira, 15 de abril de 2011

MANHÃ



Naquela manhã
vestias o sol
os botões eram
rosas por abrir
a camisa era o manto
da planície


ocultavas a intimidade
do teu corpo
numa simples folha
verde e carnuda
como os teus lábios


as tuas mãos dançavam
giestas ao vento
o teu corpo era uma nau
em alto mar
onde me quis perder

para nunca mais

te deixar

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