Naquela manhã
vestias o sol
os botões eram
rosas por abrir
a camisa era o manto
da planície
ocultavas a intimidade
do teu corpo
numa simples folha
verde e carnuda
como os teus lábios
as tuas mãos dançavam
giestas ao vento
o teu corpo era uma nau
em alto mar
onde me quis perder
para nunca mais
te deixar

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