Sou a macieira
que te sacia
a fome,
a ribeira
que te mata
a sede.
Sou a escultura
onde tocas
e afloras
todos
os traços
e as formas.
Sou a flor
que te oferece
o amor
e te enche
de infindas
fragrâncias.
Sou o livro
que lês
com delícia
e donde partes
à descoberta
de mim.
Grito
a paixão
derramada
pelo chão.

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