sábado, 7 de maio de 2011

Pela manhã



É de manhã


Abriguei
à noite
no meu colo
as palavras
por dizer


o toque
imperceptível
da tua alma


arrastei
o desejo
de te ter


afaguei
os cabelos
do sonho


viajei
contigo
no infinito


devia
ter-te
esquecido


aconchegado
o meu corpo
nos lençóis
sem par


aquecido
com ternura
os meus pés
um no outro


devia
ter sabido
adormecer
sem
ti


Sem comentários:

Enviar um comentário