olhos ferozes
bico afiado
asas poderosas
os negros abutres
rondam a cidade
sobrevoam planando
pela calada da noite
em silêncio austero
vigiam quem dorme
sedentos do sangue
das presas fáceis
estraçalham corpos
vendem as almas
não se aquietam
os abutres
da nossa cidade

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