sábado, 3 de setembro de 2011

CELA






Estou
prisioneiro
em mim


as grades
são as janelas
da minha alma


lá fora
o carcereiro
faz as chaves
tilintar


ouço
os passos
da minha
liberdade
a ecoar


no meu
corpo
vazio
de
ternura




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